Tirésias
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Quando o desligamento acontecer, ao abandonar este corpo algo fantástico acontecerá.
Toda a atividade vai paralisar e tudo ganhará uma revisão, através de uma poderosa droga do cérebro chamada DMT, uma última e derradeira descarga de felicidade à qual tenho direito e posso me dar.
Os meus neurônios ainda ativos, em penúltima instância, me libertarão das dores e dos medos, vão misturar as imagens dos sonhos, lembranças, fantasias psicodélicas, na verdade em versão de serenidade, vou sonhar como nunca dantes. Assim como uma sagrada e alucinada poesia da alma.
E nessa dimensão poderosa da percepção, farei a segregação até que finalmente possa desvendar-me em minha estrela, minha estrela do âmago, aquilo que sou, até mesmo antes de todos os corpos.
Por tudo algo mágico acontecerá…
Ao dispersar toda a eletricidade do cérebro e somente o tecido morto permanecer enquanto carne esquecida, outras coisas permanecerão.
Comendo e devorando, seguindo em frente, outros bilhões de seres, micróbios, bactérias, e um sem número de outras coisas que ainda vivem em meu corpo, em meus lábios, pelos, membranas, vísceras e pele, seguirão fragmentando em ínfimas partes até que sejam recicladas para estar em bilhões de lugares, ao tempo.
E tão logo, minhas partículas, meus átomos continuarão em Deus. Serão nas plantas, insetos, animais, nas rochas infinitas dos espaços siderais, estarei cumprindo o meu propósito como as estrelas do céu, junto às galáxias infinitas… emilywifelife neve campbell nude emily34wifelife
E quanto a mim? O que verdadeiramente acontecerá?
-Voltarei para casa. Voltarei a ser puro, livre e permissivo junto à fonte primária da criação, a energia que impulsiona e anima todos os corpos, voltarei a ser disponível luz da vida!

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
Estar por aqui, é reconhecer o fenômeno sem saber de onde tudo vem ou pra aonde vai…
Estar por aqui, é capacitar a vontade e conquistar o máximo de liberdade que sua percepção possa lhe dar para tentar entender, escolher…
Estar por aqui, é acreditar na ilusão, para desacreditar de tudo e terminar somente com a percepção do ser.
Ser, ter e estar, segue como um laboratório para tudo existir num momento de máxima importância, quando me pergunto, acho que essa dança nunca vai acabar…

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.


Houve uma remota passagem da natureza dos mundos, consta num shastra, sagrada escritura hindu, em que os demônios se autoproclamaram os donos dos mundos. Destruindo, gerando caos e sofrimento, eles, seguiam à revelia, manifestando a história da arbitrariedade, o uso abusivo de poder, violência, iniquidade, capricho e despotismo.
Mahishasura havia recebido um dom, em virtude de suas austeridades praticadas, realizadas, o estranho sim de, a cada gota de sangue derramado, outro demônio em igual poder a ele renascia.
Confluído e extremamente reforçado por esse estranho poder sobre a vida e a morte, Mahishasura dominou os mundos.
Shiva, encontrava-se absorto em sua profunda meditação de renovação de tudo o que há, quando foi admoestado por seus dois divinos irmãos, Brahma, o da criação do universo e Vishnu, o da manutenção do universo, com a preocupação do irreversível mandato.
Profundamente preocupados, eles diziam : – Mahishasura com sua arriscada façanha adquirida, está levando tudo a cabo de sofrimento, destruição e morte, nós não o conseguimos parar…
Ao que Shiva, em toda sua grandeza e serenidade respondeu: – Calma, vou lá.
Semicerrou os olhos e prosseguiu em profunda meditação, quando de seu chacra frontal, surgiu a Deusa Durga. Armada para o campo de batalha em sua sagrada montaria, o tigre, ela rumou em direção a luta com todo o seu esplendor, beleza e divindade; e a guerra prosseguiu. Durga, avançou destruindo toda a iniquidade, a ponto de perceber que por mais delicadeza que usasse para gerar precisão e velocidade a seus golpes cometidos, sempre outro igual Mahishasura, com todo o poder de maldade renascia para aquele reinado de trevas. Mas, Durga, concentrada em seu eterno devir seguiu perfeita, até que de seu frontal novamente, desdobrou-se para Kali, a terrífica. Num surto catártico de dança da morte, Kali desembrulhou-se para a realização súbita e infalível, de seu derradeiro objetivo. Fadada em seu tórrido frenesi, a desintegradora azáfama que conduzia tudo a um término de poeira, voltou a preocupar os irmãos.: – E agora? Desse jeito o universo vai aluir…
Shiva então abriu os olhos e disse: – Vou lá.
Contudo, já no campo de batalha, Shiva deitou-se aos pés da Deusa Kali e aguardou até que em meio aquela forma da destruição, Kali reconheceu nele o ser amado. Com força mordeu e serrilhou a própria língua para conter a fúria devastadora e tudo parou… o amor voltou a reinar.
Ela, a Kali, em toda a sua grandeza e poder, não é a Deusa da Morte, mas, a vitória do bem sobre o mal.

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
Mas há uma clássica e principal versão, que conta a estória de uma jovem princesa que passou sua vida até então, recusando todos os pretendentes que lhe eram apresentados, sendo que por um motivo ou por outro nenhum lhe servia.
Envergonhado, seu pai já não sabia mais o que fazer com a tal passagem e tudo acabou sendo levado à situação limite de extrema tensão.
Certa vez, Sedna caminhando pela neve, deparou-se com um majestoso pássaro branco que para a surpresa de seu pai, apaixonou-se profundamente com todas as características de sua obstinação. Por mais que seu pai a alertasse, ela prosseguia inflexível ante a seus argumentos, pois o tal pássaro também era um príncipe em pleno grassamento de reinado e eles assim casaram.
Logo após as cerimônias, o preocupado pai então preparou o seu barco, a pretexto de conduzir sua difícil filha para o seu novo lar, seu novo reino; tão logo o fez. Exultante, a menina Sedna chegara ao seu fadado destino com grande expectativa de assumir as riquezas.
Texto por Pavitra Shannkaar
ilustração “Sedna” por Kacie987

Radiante, a jovem princesa atracou na ilha a pretexto de abençoar e tomar posse de seu futuro reinado. Mas, qual não foi a sua decepção, ao discorrer por um vasto império de pedras e merdas. Desesperada, voltou-se para o seu pai, a intuito de pedir socorro e retornar à sua antiga casa, visto que desta forma poderia voltar a escolher um pouco mais os seus pretendentes. Porém, tão logo posto em prática o novo plano, a guerra começou. Ofendidos com a discórdia, os pássaros revoltados puseram-se a atacar com toda fúria a frágil embarcação e a menina caiu. Aflita, debatendo-se ao mar, ela então agarrou-se ao bote em apelo à sua salvação, mas os pássaros não paravam, em risco de tudo se tornar uma grande desgraça. Visto que ambos poderiam morrer, o descontrolado pai pegou o facão e decepou seus atracados dedos e a pobre menina afundou, esvaindo-se em sangue. Ainda para a nossa surpresa, ela volta a abraçar o barco, dessa vez sem os dedos, mas os pássaros não pararam, transformando tudo em uma desvairada dança da morte; dessa vez sem dúvida, esse pai volta a decepar seus antebraços enquanto quase que silenciosamente, a menina acaba por submergir, corando em vermelho tinto toda a área afetada. A embargo, algo ocorre por excelência. Pelos tocos dos braços decepados, ainda o sangue sagrado desdobra-se em vida, dissipado nas águas, dele passa a brotar toda a vida oceânica. Focas, peixes, baleias, outros mais e por consequência toda a vida na Terra.
Sedna é um mito de criação do mundo para o povo inuit, ela é uma deidade sagrada daquela cultura, daquela nação, mais do que santa, ela é a criadora do mundo.
No entanto, é de suma riqueza destrincharmos as matizes dessas emoções. Vemos, do meio da violência, renascer um amor pela vida, que foi cuidadosamente alinhavado pelo sentimento de consternação; isso pode nos causar tamanha surpresa, ao vermos a menina Sedna imersa em tão grande e profunda dor, pela perda de seus membros, seu conforto, seu reinado, seu pai e seu príncipe. Pois somente com a devastação total de seu próprio poder ela consegue encontrar o seu caminho legítimo, sua função no todo, por onde a reparação há de vir e beneficiar a si e aos demais.
Ter em sua vida uma passagem atrelada a um mito como esse pode lhe causar um enorme sentimento de perdição. Mas, quando são respeitadas as passagens iniciáticas correspondentes à sua vida, um grandioso poderio criativo inegavelmente emergirá de suas profundezas, pois este é um mito de criação do mundo, por onde um novo mundo há de renovar para si.

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Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
Texto por Pavitra Shannkaar
Ilustração de Kaliani Dassi

Raciocine comigo e entenda que pensamento é imagem e vice-versa, e que pensamento e imagem, encaminham a vontade numa determinada direção. Por outro lado, perceba que a força de vontade, é tão somente a força da vida tentando aventurar, avançar, evoluir, é a nossa vitalidade, tentando ganhar forma para expressar definidamente a intenção do porvir. Então nesse momento, imagine uma grande parte da humanidade que se curva e pede a um Deus quebrado, mutilado, aprisionado, crucificado em uma situação de impotência para socorrer suas vicissitudes; de que forma, sua vontade, seu instinto, sua força de vida, conseguirá vestir um impotente modelo e salvá-lo de uma má aventura que está por vir?De que forma um deus assim, produzirá a clareza para orientá-lo? Nesse momento, imediatamente você se leva a pensar que estou falando de Jesus. Um pouco, sim, mas tenho em mente de que ele nos deixou um modelo de força e coragem para reproduzirmos, forjadas mediante aos abusos sofridos de uma sociedade dos seus dias, no entanto, o que fizemos com esse modelo em nossos dias atuais é de estrita responsabilidade nossa, mas ainda assim, quando o pior acontece, prosseguimos: – Foi a vontade de Deus! Vale dizer aqui, que Deus é a vontade em você, é a sua vontade, e o que você vai fazer com ela, depende de você. Porém para enriquecer o tema, temos também outros deuses de sofrimento, como Algea, Ereskigal, Oisys, Penthus, o próprio Kiron, assim como tantos outros, mas em especial um que vou citar, de nome Ilmater, um deus mais velho e obscuro do século três DR, ganhou destaque entre os jovens, durante a procissão de justiça de Tyr, que foi um avatar nórdico do panteão Faerun, ao norte da Alemanha, aliado de Odin, que em seu portfólio incluía martírio, sofrimento, resistência e persistência. Hoje no RPG , Ilmater é o deus dos que sofrem, dos oprimidos e dos perseguidos, pois ao ser invocado, tem o poder de retirar todo o sofrimento de seu seguidor, e absorver para o seu próprio corpo e energia. Ilmater é um deus menor, mas não é um deus fraco, em seu repertório inclui a possibilidade de aniquilar através de um extremo sofrimento, um cruel opressor. Esse tipo de proteção indulgente, pois Ilmater é um deus assumidamente indulgente para com os seus devotos, pode confundir quanto à escolaridade e aprendizados da vida e seus ritos.
Temos aqui um enorme conflito quanto à bondade e o como ajudar, mas para isso, tenho como aclarar que: Bondade é disponibilizar a inteligência a serviço do que te cerca.Nossa imaturidade projetada, nos força a ter uma má interpretação das coisas e nos faz errar no sentido maior, da palavra. Entenda que nossa visão de um deus perfeito, nos desvia de uma visão mais ampla de nossa aventura. Entenda que milhares de coisas e seres, vêm e vão incansavelmente, como se uma inteligência maior estivesse tentando estabilizar o sentido da vida, viver aqui, ainda segue sob restritas prescrições e instabilidades. Mas ela segue, ainda sem muita precisão ao seu próprio propósito. Essa inteligência guia, segundo o cientista Fred Hoyle, busca fechar a equação, mas ainda não nos fornece dados muito precisos. Para isso, creio que a nossa parte, é justamente disponibilizarmos a inteligência e com isso colaborarmos com a força da vida e a sabedoria que nos cabe.

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Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.

Kaliani Dassi é artista, pintora, ilustradora e muralista da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula, além de baixista da banda Ungambikkula. Ilustradora do livro “Raiz das Estrelas” de Pavitra Shannkaar.
Texto por Pavitra Shannkaar
Ilustração de Kaliani Dassi
De repente ambos se encontram numa passagem especial. Os portais se abrem, os ritos de passagens se aprumam desencadeando eventos surpreendentes que sinalizam as direções das verdadeiras e curativas mudanças. Nasce aqui uma necessidade real de um novo aprendizado. Rigoroso e austero, os reajustes são fundamentais, pois os valores e as vontades são forçados a receber um específico dissecamento, para que haja um salto qualitativo, na forma de se relacionar e prosseguir realizando na vida, no mundo. Quem estiver passando por algo parecido, vai entender prontamente as minhas palavras. No entanto, alguém menos preparado às mudanças resiste a eles, aos ritos de passagens. Resiste aos ensinamentos que a vida armou, quando um tropeço aqui pode ser fatal quanto às escolhas, às regras da nova vida a seguir. Frente às austeridades do rito, alguém passa a vitimizar, e quem estiver passando por isso nesse momento, saberá de quem estou falando. Pesando sobre o relacionamento sob as características de porneia, esse alguém busca resistir aos esforços que são exigidos pela passagem levando tudo a uma situação limite de extrema emergência. O portal continua lá, por mais algum tempo, para que todos possam passar, mas isso não durará para sempre.
Esse precioso portal situa-se no tempo de Kairós, o tempo das oportunidades para as melhorias da vida. No entanto, Kairós é um deus de movimento que traz consigo um farto cacho de madeixas na testa. Conta o mito, ele precisa ser agarrado por essa fronte para que as oportunidades se lancem.
Ainda, irascível e renitente, o tal ente volta a polarizar, relutando e pendulando para o impulso de morte, numa irresponsável postura, de pôr em risco de perder toda a oportunidade de melhorias. Com o pulso de extremo stress, um parceiro mais resoluto replica. – Desse
jeito não será possível prosseguirmos!
Porém, comportamentalmente em resposta, o perdedor se contrapõe com um espectro de insinuação no ar… – Ou você faz o que eu quero, ou eu me jogo em risco para me quebrar. Sou capaz de me mutilar a um limite que você não possa suportar em seu coração, por final, você acabará culpado e arrasado.
Começa aqui uma grandiosa dança da morte em que a culpa como personagem principal segue forçando rolar tudo ladeira abaixo, para nada mais ser. O amor que até então agraciava as iminências da vida, passou a ser uma facada no coração, pronto que lentamente o mágico portal passa a esmaecer e se encerrar, muito perto de cristalizar a passagem para um breve engodo.
Essa brincadeira de destruição dos sonhos, das esperanças, costuma ser algo muito previsível, ter como pano de fundo o medo da aventura, medo da vida. Medo, que na verdade levanta o fantasmagórico de não deixar enxergar, a passagem que sempre esteve e estará lá… A não ser que você estrague, a vida como um todo seguirá zelando por ela. Nessa ou numa versão melhor que talvez você ainda não ouse imaginar.
A função primordial do amor deve ocupar um lugar, como os braços de um amparo responsável. Amar, permitir, abençoar para ser melhor, pode e deve dar tom e ritmo a uma boa dança da vida. O dar e receber, pode e deve ocupar um papel iniciático para a bem-aventurança… No entanto, saber receber é tão importante quanto saber doar, o respeito aqui, soa como uma ferramenta preciosa…
E contudo, não seja maculado o verdadeiro sentido da vida.

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.

Kaliani Dassi é artista, pintora, ilustradora e muralista da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula, além de baixista da banda Ungambikkula. Ilustradora do livro “Raiz das Estrelas” de Pavitra Shannkaar.
1º) Uma grande maioria, dos heterossexuais, pratica o sexo anal, e especialmente o macho brasileiro, insiste com sua parceira, até conseguir o grande feito, sendo isso para ele uma grande conquista. Até mesmo medindo com isso a entrega de sua parceira…
2º) O que incomoda ao hétero que se importa com isso, no comportamento do homem homossexual, é justamente o fato de ele tentar reproduzir o comportamento de uma mulher, sendo isso vergonhoso e humilhante para os homens, ou seja, o preconceito na verdade é sobre a mulher…
3º) A homossexualidade das mulheres, não é nem assunto, ou seja, nem levada a sério…


Tirésias era um respeitado Oráculo de Thebas.
Uma vez, a caminho do monte Citeron para fazer suas orações, deparou-se com duas serpentes místicas em ato de acasalamento. Assustado, golpeou e acabou por matar a fêmea que estava entrelaçada sendo que por isso, foi transformado em mulher, vivendo nesse estado por 7 anos.
Noutra passagem a caminho de sua devoção, foi surpreendido pela cobra macho, sendo que dessa vez, foi desafiado a um embate pela morte de sua companheira, acabando por matar a cobra macho também. Qual não foi a sua surpresa, quando se viu transformado num homem novamente.
Tirésias por sua vez, ao ter vivido parte de sua vida como homem, depois como mulher, para voltar a ser homem novamente, ficou bastante experiente com a intimidade e a sexualidade dos dois, visto que isso ampliou ainda mais a sua sabedoria.
Dessa vez foi convocado, por Zeus e a deusa Hera, para resolver o seguinte impasse: Quem sente mais prazer, o homem ou a mulher?
Tirésias pensou cuidadosamente, pois sua resposta envolvia riscos ante à magnitude das divindades e respondeu: “SE DIVIDIR O PRAZER EM DEZ PARTES, A MULHER FICA COM NOVE, E O HOMEM COM UMA”
Você tem dúvidas disso?

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
deus, espiritualidade, hera, homem, mito, mitologia, mulher, sexualidade, tirésias, zeus