Meus 65 anos de idade!!!
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A missão de alma de todos os seres da terra, é aprender e depois repassar o que aprendeu… uma visão egocentrada dos eventos, das passagens da vida, cala o sentido da existência numa versão de mundo que não ressona mais, e só por isso o mundo adoeceu.
Agora, puxe pela memória, e lembre-se de uma criança que de alguma forma, amargurava a criatividade de um amiguinho, de um irmão, e por isso não se sentindo à altura de participar dessa incrível dança barulhenta que só a criatividade renasce… dessa vez então, intua respeitosamente a dor dessa criança castrada, à qual somente lhe sobrou o papel de consumir, apreciar, e remoer em segredo a falta da liberdade da vida. Agora eu desafio você, a localizar, o que, onde e como elas o fazem, hoje no mundo…
Uma versão espiritual da percepção, rompe essas barreiras e nos faz enxergar que todos os seres da terra, juntos, cuidam do nosso lar. Cada um faz uma parte importante para que o mundo possa girar…

Texto por Pavitra Shannkaar
Imagem retirada da internet

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
Houve uma época em que eu era ingênuo, manifestava a minha pureza livremente, sem imaginar que ela atrairia a violência e é claro, isso aconteceu comigo também…
Nessa época, eu caí num abismo, de equações, eu queria resolver esse enigma, tentava entender, por que a pureza atrai violência?
Dessa vez acabei por concluir que para ser belo, teria que ser vulnerável, e a vulnerabilidade atrai predadores.
Nossa!?! Essa conta, essa soma, me caiu como um raio…
Até eu entender que para ser belo, admirável, nesse mundo cru, teria que desenvolver uma grande força para me proteger sem perder a sensibilidade, muitos anos se passaram para concluir essa equação. Nós, humanos, infelizmente temos um raio de distorção, que a natureza não tem, nós somos sádicos. Isso foi um requinte que a mente humana criou para compensar as violências sofridas. Mas eu segui em frente.
Chorei, pensei, orei, sonhei, meditei e me apurei a ponto de entender que poderia prescrever a minha própria vida. Só então me dediquei a cultivar a beleza no meu coração e encher os meus olhos de alegria. A vida é cheia de formas, cores, valores, aromas, sabores que podem e devem ser direcionados para construir uma boa existência. Embora eu tivesse que sofrer um pouco para aprender a por limites nos assédios malsãos, finalmente eu me encontrava forte para nascer a esse mundo néscio. Assim, eu cantei, desenhei, pintei, devocionei, dancei, amei, fortaleci um vínculo inquebrável entre os meus sentimentos viscerais e as artes divinas, desafiadoras e meus queridos aliados, daqui e de lá… Alguns acham que eu vivo num mundo de sonhos, outros acham que é impossível viver assim, mas eu escolhi contaminá-los com as minhas virtudes. Pré-escrever a própria vida, não é um sonho, é uma responsabilidade. Se você resolver escolher isso também, eles vão pensar que você ficou louco, mas a loucura de nossos tempos é justamente acreditar que não há solução…










Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
Hoje eu faço 65 anos!


Nessa data, a primeira coisa que me passa pela mente, é que eu me mantive vivo e ultrapassei muitos desafios para estar aqui celebrando os meus dias. Ao longo dos anos, fui aprendendo a ficar comigo, fui aprendendo a me apoiar, me educar a escolher o que realmente queria ser, enfim, estar pronto para envelhecer. Há algum tempo adotei uma atitude aprendiz. Observei não só em mim, o que a vida pode fazer, mas, pude ver que à minha volta, tudo aprendia comigo, tudo aprende com tudo ainda que não se queira assim. Aprendi que a honestidade é a principal ferramenta do ser, e que as lições voltam mesmo que você não queira, não note. Aprendi que as cores, as formas, o som, exercem muita diferença ao nosso humor, quanto ao encanto e à magia da vida. Entendi a diferença entre amar e cismar, e que cantar libera, liberta… E apurei que a verdadeira natureza do ser é contemplativa. O ser está para o universo como a um eterno parceiro revezando lugar na criação.
Os dias avançam, eu sinto meu corpo mudar, não respondendo tão prontamente aos estímulos como antes. Mas toda a minha bagagem de vida, não mais vitimiza uma existência, e sim, forja à minha frente uma realidade, qual a um esboço de felicidade, pela sabedoria que a vida me emprestou.
E sim, hoje, estou mais para um zelador de jardim…

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
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Convocado para um embate de infantaria, o pobre rapaz encontrava-se em um amofinado conflito. Matar era até então, o feito mais proibido que ele reservava em seu repertório e agora teria que fazê-lo, mesmo que isso fosse contra todas as suas crenças sobre o pecado. Aflito, Jonny foi ter-se com um sacerdote para confessar e consolar-se. — Senhor, não sei como farei, não tenho instinto para matar, não esperava nunca ter que matar em toda minha vida e agora fui convocado para guerrear… Ao que o sábio zagal respondeu:
— Meu jovem, há uma tensão forte nessas escolhas, por um lado existem os valores que te ensinaram, e te fizeram crer até hoje quanto a Deus, forças da natureza, preservação da vida e o cuidado por ela no exercício da bondade. Por outro lado, os valores de uma nação que te sustentou e apoiou enquanto cidadão. Ora, os valores dessa nação, também fizeram parte dos valores religiosos, e agora obrigam-te a quebrar. — Como te sentes? Assim o pobre rapaz voltou a falar. — Se vier a matar alguém, vou sucumbir em seguida, não vou conseguir sobreviver a isso
Assim prosseguiu o cura:
— Existe uma linha muito tênue entre vida, morte, valores sociais e valores pessoais, esta, é uma hora muito íntima, tua consciência terá de encontrar um caminho entre esses, e de forma inteligente manter-te a salvo.
Imagem editada por Pavitra Shannkaar

E assim, Jonny voltou para casa questionado e ocupado em achar a linha do meio termo, mas o dia chegou.
Armado e uniformizado, ele estava a caminho da guerra, quando por súbito, uma poderosa bomba explodiu fazendo os rapazes voarem, obrigando-o a tomar uma decisão. Temporário, mas, completamente surdo e ensanguentado, Jonny correu a socorrer os mutilados, arrastando-os para um local quase seguro, somou as maletas de cura que todos traziam e começou a cuidar, afinal, essa era a sua natureza.
Durante cinco anos Jonny arrastou e cuidou de centenas de homens, mulheres, crianças e animais, dos dois lados da guerra, sem restrições. Sua personalidade, fortificou nessa direção e Jonny se viu então paradoxalmente satisfeito consigo.
Suas escolhas o salvaram, até que ao término da guerra, quando foi prestar contas de suas armas, no laudo constava que ele não havia disparado um tiro sequer, mas não por outro motivo, Jonny teve que enfrentar a corte marcial e conformar-se com sua condenação por covardia. Pois a função pela qual Jonny teria que haver correspondido em seu posto, não fora cumprida. Jonny não era paramédico, mas, soldado de infantaria. Até que sua condenação fosse oficialmente formulada, Jonny foi assim esquecido atrás das grades e um tempo passou.
Com traços de um homem não mais jovial, ele teve muito tempo para refletir, organizar os seus ressentimentos. Zelando-se mais à vida interior, acabou por se tornar um sábio, ainda que ninguém notara. Em seu ocioso tempo, ele passou então a educar o seu sentir. Dedicando-se especificamente ao aprimoramento emocional, desenvolveu técnicas na capacidade de forjar e construir estruturas quanto aos sentimentos de contentação e qualidade de amar.
Até que por fim de meia vida, sua liberação aconteceu.
Contudo, Jonny tornou-se um homem só, desses que prefere não depender de alguém. Mas ao sair da prisão, enquanto caminhava por um enorme jardim, o sábio encontrava-se absorto em seus estados de júbilo gratuito, quando de repente apareceu-lhe à frente o trépido vigário que contemplara à distância por horas o estado do bem-aventurado rapaz e lhe disse:
— O que aconteceu contigo? — Conta-me o teu segredo porque eu não aguento mais essa busca por Deus que não acalmou o meu coração. — Conta-me o que fizeste contigo para estar assim…
Ao que o sábio retornou dessa vez…
— Depois de todas as dores e carências, depois que tudo me fugiu pelas mãos, permiti ser tocado pelo Nada. Depois que nada mais era meu, veio o enorme vazio, seguido de luzes, galáxias, por tudo, o universo. O mais precioso é que lá estava eu, em todas as passagens, mas hoje, enquanto eu existo, em minha respiração, contemplo o todo. Do nada ao todo, e assim sou…

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
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Simplesmente ser.
Para isso trouxemos conosco os nossos dons como suporte à autopercepção.Kb sophie rain leaked onlyfans De forma que, se você tiver que correr atrás de algo, priorize sempre correr atrás de si.

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.