cURL Error: 0
Mas vi também crianças coloridas saindo da escola, tal como um bando de pássaros ao cair da tarde…
Existem muitas formas de se emocionar; pelo ódio, pela alegria, pela tristeza, pela dor, mas o mais incrível é quando nos emocionamos pela beleza…
Já me falaram um dia que não gostam do que eu faço…
Isso pode acontecer…
No entanto uma fala assim, pode vir contaminada com tantos motivos, e por fim nos deixar confusos a ponto de duvidarmos do que fazemos, do que somos…
Nunca permitam que façam isso com vocês…
O ser tem direito ao amor por aquilo que assim o é…
Deixem que os bons sentimentos por si, permaneçam intactos a despeito dos que passam por suas vidas… pois no final de tudo quem vai estar consigo, sempre pra onde você for, é você…

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
Algumas pessoas não acreditam em mim, outras não acreditam em você…
Mas a vida segue nos ensinando sobre aceitação, sobre crenças…
E por mais que eu resista em aprender o que a vida tem pra ensinar… as lembranças repetem como um eco na memória, improvisando entre veias e vísceras um estado daquilo que somos…
Eu não estou aqui para quem não me aceita …
Nós não estamos aqui para quem não acredita…
Mas estamos entrelaçados para forjar uma versão do que somos, em nosso melhor…

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
Respecto, respeito de olhar outra vez.
Por outro lado, reverência vem de temor respeitoso, veneração por coisas consideradas sagradas; reveneração.
Claro que essa dança de valores está sempre em contraposição desafiando um ao outro para organizar o lugar que devemos ocupar.
O lugar da luz e por isso a luz ilumina, é um lugar de apreciação. A luz apresenta, re-vela, cede espaço para o que possa ser, sem atropelar. Por mais que as falácias familiares, sociais, persistam em atropelar para tão somente existir, luz e respeito caminham juntos. Você não precisa morrer para que eu exista, mas, justamente ao contrário, se você não existir mais, quem serei eu, sem o olhar do observador?
Certa vez ao orar antes de dormir e pedir para São Miguel Arcanjo, pela proteção do meu lar, o mistério descortinou-me para uma percepção em que os anjos, os divinos anjos de luz, caminhavam pela casa e em cada cômodo cantavam para abençoar e encaminhar…
Olha bem nos olhos e me diz o que se passa aqui, nesse amor sem fim…
Dessa vez eu aprendi que os olhos, os dois juntos, são a janela da alma, mas a luz do olhar reflete a luz do coração…

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
Seguindo eu revejo, reconheço…
Mas quando somos o conhecimento sobre ti, realizo o maior milagre de toda a nossa história…
O milagre do reconhecimento, traz consigo a força que derruba os enrijecidos; amolece os ressentidos; desmascara os dissimulados; sobreleva o que foi derrubado; cura o que foi ferido; realinha o que foi pervertido; recobra o que foi lacerado; reata o que foi cindido; mas purifica o que foi contaminado; restabelece o que foi exaurido; traz memórias aos esquecidos, abandonados…
Ora a reconhecença que nos releva em profunda gratidão, pode nos conduzir ao amor verdadeiro, nos arremessar num mar de fúrias, trazer um novo recomeço, irromper as mais graves rupturas, porque no cerne dessa pura semente, reside o indulto da individuação.

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
Texto por Pavitra Shannkaar
Ilustração de Kaliani Dassi
De repente ambos se encontram numa passagem especial. Os portais se abrem, os ritos de passagens se aprumam desencadeando eventos surpreendentes que sinalizam as direções das verdadeiras e curativas mudanças. Nasce aqui uma necessidade real de um novo aprendizado. Rigoroso e austero, os reajustes são fundamentais, pois os valores e as vontades são forçados a receber um específico dissecamento, para que haja um salto qualitativo, na forma de se relacionar e prosseguir realizando na vida, no mundo. Quem estiver passando por algo parecido, vai entender prontamente as minhas palavras. No entanto, alguém menos preparado às mudanças resiste a eles, aos ritos de passagens. Resiste aos ensinamentos que a vida armou, quando um tropeço aqui pode ser fatal quanto às escolhas, às regras da nova vida a seguir. Frente às austeridades do rito, alguém passa a vitimizar, e quem estiver passando por isso nesse momento, saberá de quem estou falando. Pesando sobre o relacionamento sob as características de porneia, esse alguém busca resistir aos esforços que são exigidos pela passagem levando tudo a uma situação limite de extrema emergência. O portal continua lá, por mais algum tempo, para que todos possam passar, mas isso não durará para sempre.
Esse precioso portal situa-se no tempo de Kairós, o tempo das oportunidades para as melhorias da vida. No entanto, Kairós é um deus de movimento que traz consigo um farto cacho de madeixas na testa. Conta o mito, ele precisa ser agarrado por essa fronte para que as oportunidades se lancem.
Ainda, irascível e renitente, o tal ente volta a polarizar, relutando e pendulando para o impulso de morte, numa irresponsável postura, de pôr em risco de perder toda a oportunidade de melhorias. Com o pulso de extremo stress, um parceiro mais resoluto replica. – Desse
jeito não será possível prosseguirmos!
Porém, comportamentalmente em resposta, o perdedor se contrapõe com um espectro de insinuação no ar… – Ou você faz o que eu quero, ou eu me jogo em risco para me quebrar. Sou capaz de me mutilar a um limite que você não possa suportar em seu coração, por final, você acabará culpado e arrasado.
Começa aqui uma grandiosa dança da morte em que a culpa como personagem principal segue forçando rolar tudo ladeira abaixo, para nada mais ser. O amor que até então agraciava as iminências da vida, passou a ser uma facada no coração, pronto que lentamente o mágico portal passa a esmaecer e se encerrar, muito perto de cristalizar a passagem para um breve engodo.
Essa brincadeira de destruição dos sonhos, das esperanças, costuma ser algo muito previsível, ter como pano de fundo o medo da aventura, medo da vida. Medo, que na verdade levanta o fantasmagórico de não deixar enxergar, a passagem que sempre esteve e estará lá… A não ser que você estrague, a vida como um todo seguirá zelando por ela. Nessa ou numa versão melhor que talvez você ainda não ouse imaginar.
A função primordial do amor deve ocupar um lugar, como os braços de um amparo responsável. Amar, permitir, abençoar para ser melhor, pode e deve dar tom e ritmo a uma boa dança da vida. O dar e receber, pode e deve ocupar um papel iniciático para a bem-aventurança… No entanto, saber receber é tão importante quanto saber doar, o respeito aqui, soa como uma ferramenta preciosa…
E contudo, não seja maculado o verdadeiro sentido da vida.

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.

Kaliani Dassi é artista, pintora, ilustradora e muralista da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula, além de baixista da banda Ungambikkula. Ilustradora do livro “Raiz das Estrelas” de Pavitra Shannkaar.
Em minhas andanças pela vida, eu aprendi, que o propósito da existência é se responsabilizar pelos estímulos que se recebe, e evoluir com isso.
Dentre eles, há um estímulo primordial que envolve todos os seres da terra, e é o amor.
Quando o amor acontece, nós contemplamos o ser amado, entretido, distraído entre as suas coisas, seus afazeres, mas espreitamos então, a beleza da alma pelas frestas do ego… isso nos encanta!
Nós viemos a esse mundo para amar… para aprender a amar…
E podemos passar a vida inteira em busca daquele olhar, que um dia nos salvou da falta de sentido na vida.
Mas… isso?! Isso é uma outra história…


Casto e falso,
Como um âmbar sem resíduo…
E nem serve ao iriar da luz, à Ormuz…
Faz descalço, o teu palmilhar na areia suja.
O abandono de um amanhã sem fim… que enfim…
Nem me querendo, voltou…
Lumiar de um ar, que num Banabuiu de amor…
E tudo o que desfaz…
Cada momento de amor…
Em teu sonho, teu ardor…
Que tudo é verossímil em teu limiar…
Mas não quero assim que tu te vás…
* Declaração: esta imagem foi encontrada distribuída livremente em sítios na internet, sem declaração de autoria. Não há intenção em infringir direitos autorais e/ou de imagem. Essa imagem está sendo utilizada de forma poética e artística, sem finalidades comerciais. Caso você seja o autor dessa imagem, por gentileza, entre em contato.

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
Inesperadamente, aprumou-se em mim uma extensa linha de raciocínio. Este, o amor, é o motivo dessa paralização, o pânico de sua presa. O estado de amor expandido, a confusão entre o amor e a morte. Porém, aquele amor incomensurável há de alimentar o terrível vilão, a serpente. Amar aquilo que o alimenta é a nossa porneia, o amor de uma criança bebê por sua mãe, em nosso cérebro réptil; e dá origem à palavra pornografia.

Ilustração de Kaliani Dassi

Ainda mais tarde, ao admirar na natureza o comportamento de uma águia, pude observar o transe expandido. Com o campo energético ampliado grandiosamente diante de seu alimento ao abrir de forma dramática as suas asas, a águia emitiu seu terrível guinchado e atacou de forma direta e precisa nas vísceras (onde se encontra a maior fonte de energia, a usina energética daquele corpo) e deu-se então o delicioso banquete.
Nosso drama da criação é justamente o perene refluxo de violência, dor, sobrevivência, nutrição; amar e perder. Estar vivo é necessariamente alimentar-se de algo vivo e isso nos remete a um ciclo de violência que ainda não conseguimos parar. Infelizmente, nossa sobrevivência ainda depende de oblações. Amar é nutrir, amar é nutrir-se, só assim a vida pode perdurar. É estranhamente constrangedor observar o sistema autofágico em que estamos metidos. Permanecer vivo e nutrido faz parte de uma cadeia de violência e mortes. Estranhamente intrincada essa cadeia se torna quando analisamos a partir dos valores do ego e não do instinto; muito tempo já se passou e nós ainda não nos acostumamos com isso.
Aprofundando atenção sobre o fenômeno, podemos notar que a força da vitalidade repassa e muda de corpos através da nutrição. Muitos seres foram mortos e/ou sacrificados, para que você esteja nesse momento lendo essas mensagens, essas palavras. Sua vida, seu bem-estar, se deve ao sacrifício de muitas outras. Toda a vida na Terra prossegue submissa a essa lei. Por esse motivo, a reverência aos mortos é necessária ser mantida. Entender que a morte é a contraparte da vida, de sua subsistência. Essas duas energias, vida/morte, compõem uma mesma teia. A reverência resguardada serve para preservar a intenção de sua existência. Nós já sabemos que o nosso universo é moldado por intenções. Ter como intenção de uma vida o consumo e o descaso, não poderá preencher de boa forma o próximo universo a ser coagulado. Essa fronteira entre bem e mal precisa ser revista, a relatividade precisa ser observada mais de perto. A solução para os nossos problemas, infelizmente ainda adormece com a inconsciência. Conscientizar, é mudar percepção, coisas inconscientes, ou semi-inconscientes, ainda são problemas para nós.
Do ponto de vista do ego, um ato de egoísmo; do ponto de vista do instinto, algo muito natural. Talvez tenhamos aqui, um argumento favorável às observações de Hoyle. Mas, essa contradição da vida interfere mais do que você pode imaginar em sua psique, quanto à sua segurança e estabilidade de existência e presença. Pois do ponto de vista do ego, nessa questão, prosseguiremos vilões.
O pessimismo de Schopenhauer se deve ao fato de que o universo em que vivemos não é real. Sabemos que as percepções de visão, audição, olfato, paladar e táteis não correspondem à real estrutura do universo, pois o que vemos e nos serve de referência para as trocas de nossas necessidades é pertinente aos universos internos dos indivíduos. E só aqui, eu arrisco dizer que ao lidar diretamente com seus próprios sentidos, para evoluir, pode ser mais objetivo reconhecer o valor da metáfora. Temos ainda assim, uma base amorosa que nos sustenta, que nos mantém. Por isso, interpretar e ressignificar podem ser a salvação para o dissecamento da violência.
– trecho do livro “Raiz das Estrelas”

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.

Kaliani Dassi é artista, pintora, ilustradora e muralista da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula, além de baixista da banda Ungambikkula. Ilustradora do livro “Raiz das Estrelas” de Pavitra Shannkaar.