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Embora essas palavras cuidadosamente escolhidas, possam parecer arrogantes, o tema se trata de uma forma mais real e feliz de perceber o mundo à sua volta e a si mesmo, ou seja, fazer as pazes com Deus. O dourado é a mais elevada dimensão de cura.
Este, partindo da albedo, a luz branca como conhecemos, recebe a incisão da rubedo, o vermelho rubi, caindo no abismo da nigredo, a noite escura da alma, voltando a quebrar o espectro em cauda pavonis, o arco-íris, para extrair finalmente o dourado, a fase áurea.
É claro que estamos falando aqui de uma certa forma, da transcendência dos medos…
Texto por Pavitra Shannkaar
Foi inspirado nessas passagens que me curvei para uma nova dimensão da vida, e finalmente compus a música…
RUBI.
E no nigredo da noite…
O rubi cala o açoite…
Sangrando o vinho das almas…
A dor que vaza traz calma…
Palma da mão feito trauma…
Eu me embebedo de ti…
Eu em albedo de mim…
Na calada da noite se faz…
A aurora boreal assim me traz…

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
Esquecendo de si pelas noites tardias…
E se na sofreguidão hedionda, regurgitar as vorazes magias…
Seguirei dentro, em mim
o meu divo bastir…
Quando nada mais restar entre o Céu e a Terra, ainda assim estarei aqui para sentir…
Serei o hálito errante e divino, como o álamo dourado, nas vísceras das liberdades…
Estarei nos espaços sagrados entre as vagas realidades…
No silencioso pulsar, sim/não, do meu coração…
Onde tudo acalma para poder decidir…
No calado-surdo e sélfco movimento…
Onde as tramas do devir acolhem o puro alento…
Nada que me tome como um simples argumento…
Cabe, para aonde devo seguir…
Texto por Pavitra Shannkaar
Ainda que eu não tenha mais voz para cantar…
E se aqui não haja mais coração para pulsar…
O bater das asas, que não me entornem mais para voar…
O amor em mim arderá como chama vívida, que a tudo purifica para resistir…
Mas as vidas que seguem ainda mesmo sem corpos…
A Zina que até zomba dos próprios mortos…
Fulgurante clamor que atraca nos livres portos…
Preciosa trança que mira, afirmando que sim…
Trago no alento sublime de minha respiração…
A fuga imaginária da maravilhosa canção…
Que a parte mais íntima de mim exorta, através da solidão…
Para misturar-me em Ti
no eterno momento, o agora sem fim.

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
Apaixonado meu Sol, também o faz por excelência…
A Terra, a Lua, todos dançam ? Minha voz indaga e clama…
Por Quem, abençoam tanto, minha pequena existência?
Rolo como grão de areia uma vida, à sagrada vontade…
Os ventos em meus ouvidos sussurram a pequena e a grande verdade…
Por Quem meu coração apaixonado assim queima, pulsa e arde?
Em magnitude o Supremo e as estrelas que giram, suprem a minha carência…
Oh, Amado que estás por trás de tudo…
Acima, abaixo, ao lado Vívido e Mudo…
Fala comigo Querido, fala agora, estou desnudo…
De toda a minha esnobe e soberba purulência…

Texto por Pavitra Shannkaar

Num segundo percebo, me abençoam por Ti, oh Querido!
Noutro, triste e ralhado, como cacos de espelhos…
Que arrogante devaneio pensar que assim sou preferido…
Pois através do meu sangue vejo, todos somos vermelhos…
Mas, oh Amado, Amado meu Querido!
Oh, Sagrado Amor, achado, louco e perdido…
Como faço? O que faço, a ser seu laço por fim?
Basta-me estar em torno, como o aroma no jasmim…
Desolado me prostro ao léu como pranto ou ferida…
Me deito neste momento como cansada alma perdida…
Mas no fundo em meu coração a Voz ecoa auferida por fim…
Descansa filho, estou aqui, Sou tua vida…

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
Na mitologia de muitas tradições antigas, o camaleão está ligado à criação do Mundo e às divindades mais poderosas, pelo fato de se acreditar ser um dos primeiros seres vivos. A sua capacidade de mudar de cor, de andar vagarosamente e de capturar as suas vítimas à distância distingue-o dos demais animais, e faz com que seja associado a poderes mágicos e às magias em geral.
As características do camaleão são dúbias, assim como todos os animais, incluindo suas partes sombrias também. Muda de cor facilmente, o que faz com que tenha a capacidade de se adaptar às circunstâncias e de sobreviver pela dissimulação. No entanto, pode assumir mais que o dobro de seu tamanho quando houver um confronto ou embate, potencializando suas cores para impressionar, suas cores variam com o humor. A sua lentidão exagerada, literalmente de pé ante pé, dão-lhe fama de ser cauteloso, escolhendo com máxima prudência o próximo passo. A sua língua enorme captura as suas presas à distância e permite-lhe retirar facilmente sem afrontar, enquanto seus olhos que perscrutam em todas as direções asseguram-lhe a imobilidade, a permanente observação sem transparecer.

Texto por Pavitra Shannkaar

Mas ao cair das alturas por habitar o topo das árvores, sua poderosa cauda tem a capacidade de agarrar-se a algo, reconhecendo a segurança ao toque de um mínimo esbarrão.
Segundo algumas tradições, o camaleão é um atributo dos deuses, pois é utilizado pelas divindades assim como os anjos sendo um fiel mensageiro na comunicação com os homens. Subindo e morando ao topo das árvores é também associado ao raio e ao trovão, que pode ser invocado, se alguém lhe fizer mal. Nas tradições dos povos pigmeus, foi o camaleão que retirou da árvore da vida o primeiro homem e a primeira mulher juntamente com a primeira água da terra. Foram os filhos deste casal que deram origem a todas as raças da terra, das sementes da árvore inicial surgiram todas as outras árvores do mundo. O camaleão deu o nome a todos os animais do mundo que vieram dos céus. No Alto Volta, bem como em várias tradições da África , o camaleão tem poderes relacionados com a fecundidade e é utilizado em muitos preparados medicinais. Está também relacionado com o sol e o arco-íris, aqui novamente como intermediário entre o céu e a terra. Nas tradições vodus africanas é representado com um sol na boca. Pela sua lentidão, acredita-se que o camaleão é ideal para ir buscar a morte, no entanto segundo algumas tradições, pelo fato da morte existir, já que encarregado pelos deuses de comunicar aos homens que eles eram imortais, esqueceram-se e tornaram mortais.

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
Minhas noites vazias, vadias há dias…
Imploram a presença divina alfim…
A ponto de uivar pela noite obscura…
Por tanto chorar no limiar da loucura …
De que me adianta a matéria escura, a lama dos ossos do ofício, a mucura…
Se o amado não brilha como um sol, pra mim…
Ouço o calado limiar das almas…
No entanto, entre cantos o bater das palmas
Evocam um manto de aurora sublime …
Banhando meu corpo, meu trépido crime.
De querer existir com os teus serafins…
Por súbito golfadas de gozo celeste
No entanto o receio de que isto amoleste
O que é puro, ou se é sujo em meu corpo, esta veste…
De minhalma, meu torso, enebriante cauim
Por tanto enebriar nesse farto delírio…
Minha busca, o encontro, meu sólito tírio…
Nem sei se me vale dizer que o colírio dos olhos é te ver em meu baco-festim.

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
Pela manhã, pouso um olhar sobre o meu jardim, e me sinto muito privilegiado, por Deus e por mim…
Porém, logo em seguida, ao estender um olhar mais profundo para além de meus muros, vejo o mundo adoecer e me sinto de mãos atadas, no que se refere em acordar alguns… isso me entristece. Até mesmo tenho dúvidas, de quantos terão paciência de ler o que escrevi. No entanto, tenho que prosseguir fazendo a minha parte, pois a minha esperança ainda não morreu.

Texto por Pavitra Shannkaar

Imagine, que um dia você acordou, e de repente colocaram máquinas entre você e seus pais, seus amigos, seu parceiro, parceira amorosa. Imagine que colocaram máquinas entre você e si mesmo, e por esse motivo, a busca pelo auto-conhecimento, que já era algo bem raro, resolveu escassear de vez. Agora imagine que essas máquinas estão entre todos os humanos da terra, viciando as sinapses e impermeabilizando todas as relações e até mesmo o seu íntimo consigo mesmo… O fenômeno se agrava, quando tudo acontece num fluxo, não deixando você perceber que não adianta mais você insistir em ficar por aqui, se relacionar por aqui, quando todos estão lá.
Por fim, ao sair para as ruas, para trabalhar, resolver seus afazeres, ao pegar o ônibus, o metrô, o seu carro, no banco, no restaurante, durante suas refeições, ao acordar pela manhã, no banho, e até tarde da noite, você encontra todos em silêncio, completamente envolvidos e absortos em suas máquinas. E os afetos passam a ser viabilizados e facilitados somente por essas máquinas. Agora, observe sua própria inquietação e ansiedade, como se tivesse faltando cada vez mais, algo, a despeito do que você tenha. Visualize dessa vez, toda a humanidade da terra, cada vez mais abstraída em um silêncio mórbido e agonizante, comprometendo a auto-percepção, auto-regulação, substituindo, tudo por algo sintético nocivo e inorgânico.
Se você conseguiu ler e acompanhar o meu raciocínio até aqui, então acorde e perceba que isso não é acidental. Alguém está no controle, e tem um propósito com isso…

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
Eu estava com saudades disso, porém quando ganhei confiança suficiente para volitar, notei que por mais que eu quisesse tomar a direção desejada meu voo não se fazia com sucesso, pois tudo direcionava para uma paisagem escura e desagradável, boicotando a minha aventura.
No entanto ao prestar um pouco mais atenção, comecei a ouvir risos arredios, de deboche, como se divertidamente eles me houvessem frustrado o meu prazer pela liberdade, de forma que tive que voltar ao corpo para me organizar e apartar a interferência.
Sem medo e sem susto, eu sei o que fazer com isso, sei como remover, mas há uma forte correlação entre o que ocorre aqui e lá, na imensidão …
Preste atenção: A vida não é só sobre o que você consegue resistir, ou conquistar, ou não ceder para proteger o seu propósito, sua vontade, enrijecer…
Texto por Pavitra Shannkaar
Tampouco é sobre virar joguete das emoções, dos eventos, deixando a impotência tomar conta e tudo te carregar de roldão para uma aventura deslavada, sendo que uma abordagem radicada para ambos os lados transborda por sobejar em dor.
Estar vulnerável, segue como desarmar o olhar da criança que espreita o sortilégio se aventurando para o aprendizado com a curiosidade intacta.
Se ainda assim eu não deixar acontecer um pouco mais, com toda a certeza vou me enredar num cíngulo, num loop, culminando por me afogar em águas rasas.
Não enrijecer é tão fundamental para o que gostaríamos de ser, tal como retomar o alerta, para não contaminar o meu legado, ao tentar reescrever a moldagem.
Entenda que o diáfano, age de forma indelével, como um esboço do que está para se manifestar, para que você organize corajosamente as suas escolhas. Porque a despeito do que se passa à sua volta, acredite, seu íntimo, só você pode tocar… #maisdissonomundo

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
Texto por Pavitra Shannkaar

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.