Mas, ainda no sonho quando acordei pela manhã, a névoa se esvaía dando lugar às imensas árvores e florestas, enquanto o self redigia uma atmosfera de felicidade, ressuscitando os mortos, tal a carta O Julgamento do Tarô.
Pavitra Shannkaar
Nessa data, a primeira coisa que me passa pela mente, é que eu me mantive vivo e ultrapassei muitos desafios para estar aqui celebrando os meus dias. Ao longo dos anos, fui aprendendo a ficar comigo, fui aprendendo a me apoiar, me educar a escolher o que realmente queria ser, enfim, estar pronto para envelhecer. Há algum tempo adotei uma atitude aprendiz. Observei não só em mim, o que a vida pode fazer, mas, pude ver que à minha volta, tudo aprendia comigo, tudo aprende com tudo ainda que não se queira assim. Aprendi que a honestidade é a principal ferramenta do ser, e que as lições voltam mesmo que você não queira, não note. Aprendi que as cores, as formas, o som, exercem muita diferença ao nosso humor, quanto ao encanto e à magia da vida. Entendi a diferença entre amar e cismar, e que cantar libera, liberta… E apurei que a verdadeira natureza do ser é contemplativa. O ser está para o universo como a um eterno parceiro revezando lugar na criação.
“O ser está para o universo como a um eterno parceiro revezando lugar na criação.”
Pavitra Shannkaar
Os dias avançam, eu sinto meu corpo mudar, não respondendo tão prontamente aos estímulos como antes. Mas toda a minha bagagem de vida, não mais vitimiza uma existência, e sim, forja à minha frente uma realidade, qual a um esboço de felicidade, pela sabedoria que a vida me emprestou.
E sim, hoje, estou mais para um zelador de jardim…
Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.