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Não há como ser, sem ter…
Uma das condições de estar encarnado, vivo em nossa passagem sobre o planeta Terra, é a de ter alguma coisa.
Temos casas, jardins, saúde, riquezas, criatividade, dores, saudades, dissabores, enfim, objetiva ou subjetivamente, nós temos para ser.
A obtenção é uma mestra visceral que nos molda a cada instante das nossas vidas…
De forma que a riqueza e a pobreza, sempre desafiam os nossos parâmetros de ética.
Há quem diga que a riqueza vem da ganância, mas há quem diga que a pobreza vem da preguiça…
Há quem diga que uma “extremada posse de pobreza” ou de riqueza, desafia a nossa sanidade…
Há quem diga que o desapego é nobre e que o apego é egoísmo, ilusão.
Essa conversa sempre nos incomoda, porque é Tabu.

Texto por Pavitra Shannkaar

Ao falar sobre o rico ou o pobre, sempre reservamos uma opinião receosa de alguém, mas o mesmo não acontece quando endereçamos o adjetivo a um objeto, por exemplo: o solo é rico, a música é rica, o texto é pobre, o adorno pobre ou rico, e assim vai…
Em minha árdua busca pela verdade, me deparei com um paradigma desafiador sobre o tema.
É possível ser rico sem acumular? É possível ser pobre sem carecer?
Via de regra, o pobre tem o amparo da compaixão, mas o rico carrega o estigma da inveja.
O que vale a pena então?
Aprendi que riqueza, na verdade, vem das profundezas de nosso ser. Ela vem do reino de Plutão, nossas camadas abissais, emergindo assim em criatividade a serviço da autolapidação, assim como o ouro, a lótus, a vitória-régia se organizam no lodo pútrido para realizar a magnitude.
Sim, nossa busca real é sobre a plenitude.
Literal ou simbolicamente, a beleza é o ponto máximo da realização, e a verdadeira senhora das trocas. Fluir sobre isso, ainda é dar o melhor de si, e confiar na ressonância do ser em nosso universo…

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
Na mitologia de muitas tradições antigas, o camaleão está ligado à criação do Mundo e às divindades mais poderosas, pelo fato de se acreditar ser um dos primeiros seres vivos. A sua capacidade de mudar de cor, de andar vagarosamente e de capturar as suas vítimas à distância distingue-o dos demais animais, e faz com que seja associado a poderes mágicos e às magias em geral.
As características do camaleão são dúbias, assim como todos os animais, incluindo suas partes sombrias também. Muda de cor facilmente, o que faz com que tenha a capacidade de se adaptar às circunstâncias e de sobreviver pela dissimulação. No entanto, pode assumir mais que o dobro de seu tamanho quando houver um confronto ou embate, potencializando suas cores para impressionar, suas cores variam com o humor. A sua lentidão exagerada, literalmente de pé ante pé, dão-lhe fama de ser cauteloso, escolhendo com máxima prudência o próximo passo. A sua língua enorme captura as suas presas à distância e permite-lhe retirar facilmente sem afrontar, enquanto seus olhos que perscrutam em todas as direções asseguram-lhe a imobilidade, a permanente observação sem transparecer.

Texto por Pavitra Shannkaar

Mas ao cair das alturas por habitar o topo das árvores, sua poderosa cauda tem a capacidade de agarrar-se a algo, reconhecendo a segurança ao toque de um mínimo esbarrão.
Segundo algumas tradições, o camaleão é um atributo dos deuses, pois é utilizado pelas divindades assim como os anjos sendo um fiel mensageiro na comunicação com os homens. Subindo e morando ao topo das árvores é também associado ao raio e ao trovão, que pode ser invocado, se alguém lhe fizer mal. Nas tradições dos povos pigmeus, foi o camaleão que retirou da árvore da vida o primeiro homem e a primeira mulher juntamente com a primeira água da terra. Foram os filhos deste casal que deram origem a todas as raças da terra, das sementes da árvore inicial surgiram todas as outras árvores do mundo. O camaleão deu o nome a todos os animais do mundo que vieram dos céus. No Alto Volta, bem como em várias tradições da África , o camaleão tem poderes relacionados com a fecundidade e é utilizado em muitos preparados medicinais. Está também relacionado com o sol e o arco-íris, aqui novamente como intermediário entre o céu e a terra. Nas tradições vodus africanas é representado com um sol na boca. Pela sua lentidão, acredita-se que o camaleão é ideal para ir buscar a morte, no entanto segundo algumas tradições, pelo fato da morte existir, já que encarregado pelos deuses de comunicar aos homens que eles eram imortais, esqueceram-se e tornaram mortais.

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
Eu estava com saudades disso, porém quando ganhei confiança suficiente para volitar, notei que por mais que eu quisesse tomar a direção desejada meu voo não se fazia com sucesso, pois tudo direcionava para uma paisagem escura e desagradável, boicotando a minha aventura.
No entanto ao prestar um pouco mais atenção, comecei a ouvir risos arredios, de deboche, como se divertidamente eles me houvessem frustrado o meu prazer pela liberdade, de forma que tive que voltar ao corpo para me organizar e apartar a interferência.
Sem medo e sem susto, eu sei o que fazer com isso, sei como remover, mas há uma forte correlação entre o que ocorre aqui e lá, na imensidão …
Preste atenção: A vida não é só sobre o que você consegue resistir, ou conquistar, ou não ceder para proteger o seu propósito, sua vontade, enrijecer…
Texto por Pavitra Shannkaar
Tampouco é sobre virar joguete das emoções, dos eventos, deixando a impotência tomar conta e tudo te carregar de roldão para uma aventura deslavada, sendo que uma abordagem radicada para ambos os lados transborda por sobejar em dor.
Estar vulnerável, segue como desarmar o olhar da criança que espreita o sortilégio se aventurando para o aprendizado com a curiosidade intacta.
Se ainda assim eu não deixar acontecer um pouco mais, com toda a certeza vou me enredar num cíngulo, num loop, culminando por me afogar em águas rasas.
Não enrijecer é tão fundamental para o que gostaríamos de ser, tal como retomar o alerta, para não contaminar o meu legado, ao tentar reescrever a moldagem.
Entenda que o diáfano, age de forma indelével, como um esboço do que está para se manifestar, para que você organize corajosamente as suas escolhas. Porque a despeito do que se passa à sua volta, acredite, seu íntimo, só você pode tocar… #maisdissonomundo

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
Texto por Pavitra Shannkaar

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.