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O ruído é um condicionamento que impede a realização. Mesmo que você tenha um caminho traçado, definido, ele persiste em deixar as suas metas difíceis; desviando ou distorcendo suas buscas, exagerando a autocrítica, promovendo sempre uma briga interna com aquilo que você deseja ser…
O dom, é uma nobre habilidade que viemos manifestar sem precisar aprender com alguém.
Ainda que adormecido, ele pode despertar num lampejo, surpreendendo a todos…
Geralmente apoiado em uma verdade ética maior, ainda que aparentemente simples ou até mesmo, sofisticado, ele tende a juntar os seus pedaços esquecidos, integrar, promover casamentos internos, curar…
Implícito, explícito, exótico ou discreto, traz consigo a sensação de liberdade. Mesmo que sejam muitos, ou até mesmo um só, ele se apresenta como um alinhamento, um traço, rubricando a tudo o que você faz.
Mas entenda que o ruído traz implícito em si potenciais dormentes, ele não é um potencial, mas é um núcleo de potenciação que pode ser desembaraçado. E quando os dois se encontram, o ruído e o dom se fundem, algo realmente grande pode acontecer, tudo pode desdobrar para a missão de alma.

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
Os movimentos largos e velozes, dão lugar a alguns passos comedidos, em busca de aprimorar a precisão, pois a maturidade exige esperar. Olho para o mundo de hoje e vejo um planeta assustado com a perfídia dos fortes, ela não conhece argumentos. Mas ainda que estes, tenham desistido de amparar, para o sim a terra persiste com o pulsar da vida e da morte reafirmando o milagre da renovação.
Assim como muitos eu também me voltei para os animais, em busca do amor simples, minhas mãos enrugadas aprimoraram carícias por todos os meus anos de vida, em busca de um mundo melhor…
Meu olhar não busca mais entender, hoje eu teimo em reconhecer as coisas que passam de mãos dadas, quando a harmonia se curva para o milagre da vida. Sorrio por dentro em preces, mas é claro que hoje nem tudo está bem.
Escolho palavras que ensinam, palavras que orientam, palavras que simbolizem o meu cuidado, o meu amor, tal um anjo da guarda que acompanha, o desenvolver de uma história que ainda não acabou, mas que não adianta correr, não precisa correr…
Eu agradeço a todos que estão comigo nessa jornada, agradeço por todos os olhares que passaram por mim e tal como co-criadores reafirmaram a minha existência na terra, o divino em mim…
Eu ainda quero ser um anjo em vida, meu autoaprimoramento busca ampliar as asas da imaginação e aumentar o meu poder, de forma que todo o aceno possa revelar e abençoar cada vez mais e deixar claro que envelhecer, em ver-lhe-ser pode ser assim…
Obrigado a todos que reservaram a mim, as palavras de carinho por minha existência alcançada … elas não têm preço!!!

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
Embora essas palavras cuidadosamente escolhidas, possam parecer arrogantes, o tema se trata de uma forma mais real e feliz de perceber o mundo à sua volta e a si mesmo, ou seja, fazer as pazes com Deus. O dourado é a mais elevada dimensão de cura.
Este, partindo da albedo, a luz branca como conhecemos, recebe a incisão da rubedo, o vermelho rubi, caindo no abismo da nigredo, a noite escura da alma, voltando a quebrar o espectro em cauda pavonis, o arco-íris, para extrair finalmente o dourado, a fase áurea.
É claro que estamos falando aqui de uma certa forma, da transcendência dos medos…
Texto por Pavitra Shannkaar
Foi inspirado nessas passagens que me curvei para uma nova dimensão da vida, e finalmente compus a música…
RUBI.
E no nigredo da noite…
O rubi cala o açoite…
Sangrando o vinho das almas…
A dor que vaza traz calma…
Palma da mão feito trauma…
Eu me embebedo de ti…
Eu em albedo de mim…
Na calada da noite se faz…
A aurora boreal assim me traz…

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
Esquecendo de si pelas noites tardias…
E se na sofreguidão hedionda, regurgitar as vorazes magias…
Seguirei dentro, em mim
o meu divo bastir…
Quando nada mais restar entre o Céu e a Terra, ainda assim estarei aqui para sentir…
Serei o hálito errante e divino, como o álamo dourado, nas vísceras das liberdades…
Estarei nos espaços sagrados entre as vagas realidades…
No silencioso pulsar, sim/não, do meu coração…
Onde tudo acalma para poder decidir…
No calado-surdo e sélfco movimento…
Onde as tramas do devir acolhem o puro alento…
Nada que me tome como um simples argumento…
Cabe, para aonde devo seguir…
Texto por Pavitra Shannkaar
Ainda que eu não tenha mais voz para cantar…
E se aqui não haja mais coração para pulsar…
O bater das asas, que não me entornem mais para voar…
O amor em mim arderá como chama vívida, que a tudo purifica para resistir…
Mas as vidas que seguem ainda mesmo sem corpos…
A Zina que até zomba dos próprios mortos…
Fulgurante clamor que atraca nos livres portos…
Preciosa trança que mira, afirmando que sim…
Trago no alento sublime de minha respiração…
A fuga imaginária da maravilhosa canção…
Que a parte mais íntima de mim exorta, através da solidão…
Para misturar-me em Ti
no eterno momento, o agora sem fim.

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
Respecto, respeito de olhar outra vez.
Por outro lado, reverência vem de temor respeitoso, veneração por coisas consideradas sagradas; reveneração.
Claro que essa dança de valores está sempre em contraposição desafiando um ao outro para organizar o lugar que devemos ocupar.
O lugar da luz e por isso a luz ilumina, é um lugar de apreciação. A luz apresenta, re-vela, cede espaço para o que possa ser, sem atropelar. Por mais que as falácias familiares, sociais, persistam em atropelar para tão somente existir, luz e respeito caminham juntos. Você não precisa morrer para que eu exista, mas, justamente ao contrário, se você não existir mais, quem serei eu, sem o olhar do observador?
Certa vez ao orar antes de dormir e pedir para São Miguel Arcanjo, pela proteção do meu lar, o mistério descortinou-me para uma percepção em que os anjos, os divinos anjos de luz, caminhavam pela casa e em cada cômodo cantavam para abençoar e encaminhar…
Olha bem nos olhos e me diz o que se passa aqui, nesse amor sem fim…
Dessa vez eu aprendi que os olhos, os dois juntos, são a janela da alma, mas a luz do olhar reflete a luz do coração…

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
Compor a existência do Deus em que todos somos, requer justamente um único livre arbítrio de escolher ser. Tratar as suas passagens e metas com respeito, faz de você uma presença sólida e divina pela eternidade…
Afinal, o verdadeiro Deus, vestiu todas as roupas para expressar a manifestação e segue regendo essencialmente, todos os registros que mixam em mutação pela eternidade…

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
Seguindo eu revejo, reconheço…
Mas quando somos o conhecimento sobre ti, realizo o maior milagre de toda a nossa história…
O milagre do reconhecimento, traz consigo a força que derruba os enrijecidos; amolece os ressentidos; desmascara os dissimulados; sobreleva o que foi derrubado; cura o que foi ferido; realinha o que foi pervertido; recobra o que foi lacerado; reata o que foi cindido; mas purifica o que foi contaminado; restabelece o que foi exaurido; traz memórias aos esquecidos, abandonados…
Ora a reconhecença que nos releva em profunda gratidão, pode nos conduzir ao amor verdadeiro, nos arremessar num mar de fúrias, trazer um novo recomeço, irromper as mais graves rupturas, porque no cerne dessa pura semente, reside o indulto da individuação.

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.
Prestes a se afogar em sua gota tão preciosa via-se presa a essa estranha aderência e submersa com o peso d’água que até o dado momento ela dava conta de erguer, pensou:
Não adianta tentar sair por cima, essa arrogância me afogará.
Vou ter que me arrastar para o lado, rente ao chão, até que por fim eu a deixe para trás…
Uma vez livre do afogamento e salva por sua própria astúcia, viu-se então à frente de uma pequena poça e se perguntou:
Como posso erguer novamente essa gota para levá-la a meus entes queridos e com isso partilhar esse benefício?
Contudo sua própria astúcia lhe respondeu:
Agora não posso mais, posso indicar-lhes o caminho, mas cada um que desejar vai ter que vir beber aqui, fazer a sua parte, partilhar essa união antes mesmo de evaporar…
Ao ficar por muito tempo segurando algo que precisa ser passado à frente, você pode estar se afogando em tarefas que não são mais suas e sim, de um grupo…

Pavitra Shannkaar é autor e escritor em ética, espiritualidade e autoconhecimento, também é terapeuta transpessoal, cantor e compositor da banda Ungambikkula, além de ser presidente da Cooperativa Cultural e Artística Ungambikkula. Autor do livro “Raiz das Estrelas”.